segunda-feira, 10 de julho de 2017

ore!

Filho, antes de começar uma nova semana... me convida para estar em tua vida. Me convida para fazer parte das tuas conquistas. Me convida para fazer parte da tua jornada. Pede a minha proteção antes de sair de casa. Fala comigo durante o seu dia como um amigo. Eu estarei ao teu lado. Eu quero te ajudar. Eu quero te abençoar. A Palavra diz... "Eu, o Senhor, te guardarei de todo o mal; guardarei a tua alma. Guardarei a tua entrada e a tua saída, desde agora e para sempre". Salmos 121:7,8 🙏
Le B
ullon

sábado, 29 de outubro de 2016

filha, amada, aceita....

Salmos: 139. 1. Senhor, tu me sondas, e me conheces. 2. Tu conheces o meu sentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento. 3. Esquadrinhas o meu andar, e o meu deitar, e conheces todos os meus caminhos. 4. Sem que haja uma palavra na minha língua, eis que, ó Senhor, tudo conheces. 5. Tu me cercaste em volta, e puseste sobre mim a tua mão. 6. Tal conhecimento é maravilhoso demais para mim; elevado é, não o posso atingir. 7. Para onde me irei do teu Espírito, ou para onde fugirei da tua presença? 8. Se subir ao céu, tu aí estás; se fizer no Seol  minha cama, eis que tu ali estás também. 9. Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar, 10. ainda ali a tua mão me guiará e a tua destra me sustentará. 13. Pois tu formaste os meus rins; entreteceste-me no ventre de minha mãe. 14. Eu te louvarei, porque de um modo tão admirável e maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem. 15. Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado, e esmeradamente tecido nas profundezas da terra. 16. Os teus olhos viram a minha substância ainda informe, e no teu livro foram escritos os dias, sim, todos os dias que foram ordenados para mim, quando ainda não havia nem um deles. 17. E quão preciosos me são, ó Deus, os teus pensamentos! Quão grande é a soma deles! 18. Se eu os contasse, seriam mais numerosos do que a areia; quando acordo ainda estou contigo. - Bíblia

terça-feira, 25 de outubro de 2016

O maior alvo das nossas vidas.

"Que possamos viver de tal maneira que todos possam ver que as coisas de Deus são a nossa prioridade; que a glória de Deus é o maior alvo de nossas vidas; seguir a Cristo é o nosso grande objetivo no presente e que estar com Cristo é nosso maior desejo no porvir."
- J. C. Ryle

#amem🙏

domingo, 29 de junho de 2014

Esconderijo.

"Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo
E descansa à sombra do Onipotente
Diz ao Senhor:
Meu refúgio,fortaleza
O Deus quem eu sempre confio
Nenhum laço, nem veneno, ou flecha, vão me atingir
Pois eu me escondo em Ti
E Tu me cobrirás com Tuas penas
Sob Tuas asas estarei seguro
A Tua fidelidade é meu escudo
E Tu cobrirás com Tuas penas
Sob Tuas asas estarei seguro
A Tua fidelidade é meu escudo
Mil podem cair ao meu lado
E dez mil à minha direita
Pelo Senhor ficarei em pé
E praga nenhuma nem mal
Chegarão à minha tenda
O meu Senhor é minha salvação"

Daniel Ludtke
https://www.youtube.com/watch?v=V3EzlAYQ3Z4

[Mulheres da História] “Lições práticas sobre a vida de Idelette Calvino – Parte 3″ por Joel R. Beeke

  • Provações e Perseverança
http://www.mulherespiedosas.com.br/wp-content/uploads/2013/06/Captura-de-Tela-2013-05-07-%C3%A0s-3.00.11-PM.pngLogo após seu retorno à Genebra, Idelette prematuramente deu à luz um menino, o qual chamaram Jacques. O bebê morreu um mês depois, em agosto de 1542. “O Senhor certamente infligiu uma ferida severa e amarga através da morte de nosso filhinho”, Calvino escreveu a Viret. “Mas Ele próprio é um Pai e sabe o que é necessário para Seus filhos”. Na mesma carta, Calvin observou que Idelette estava muito aflita para escrever, embora ela estivesse se submetendo a Deus em sua aflição. Ela também quase havia perdido a vida durante o nascimento do bebê. Calvino escreveu para Viret que ela havia estado em “extremo perigo”.
Idelette se recuperou, mas teve tristeza após tristeza. Dois anos depois, ela deu à luz uma menina, em 30 de maio. Calvino escreveu para Farel, “Meus filhinha  labuta sob uma febre contínua”, e dias depois ela também morreu.²¹ Algum tempo mais tarte, um terceiro filho nasceu morto. Em meio aos deveres e pressões esmagadores de Calvino, a dor pela perda de seus filhos foi a mais profunda, especialmente para Idelette. No entanto, ela e Calvino perseveraram, submetendo-se ao Senhor, e colocando sua confiança nEle.

Lição nº 5: A vida Idelette, que incluiu considerável sofrimento, nos mostra a beleza da submissão a Deus na dor, em vez de negar ou rebelar-se contra ela. Sua submissão nos ensina que o cristianismo genuíno se curva a Deus, confiando Nele como o maior amigo, mesmo quando Ele parece ser o nosso maior inimigo. O resultado final de tal confiança é o que os puritanos chamaram de “a jóia rara do contentamento cristão”. Todos podemos pedir por uma maior porção dessa submissão como a de Cristo.
Então, insulto foi lançado sobre a tristeza quando alguns católicos romanos escreveram que, visto que a esterilidade no casamento era sinal de reprovação e julgamento, a condição de filhos de Calvino e Idelette deveria ser juízo de Deus contra Calvino. Um escritor, Baudouin, ainda escreveu: “Ele se casou com Idelette, com quem não teve filhos embora ela estivesse no auge da vida, para que o nome deste homem infame não pudesse ser propagado”.
Calvin falou, mais tarde, que a profunda aflição por sua falta de filhos foi superada apenas pela meditação na Palavra de Deus e pela oração. Ele escreveu privadamente a seu amigo Pierre Viret, que ele também encontrava conforto em saber que possuía “miríades de filhos por todo o mundo cristão.”

Lição nº 6: Assim como Idelette, juntamente com seu marido, buscou refúgio na Palavra de Deus e na oração em seu momento de necessidade, devemos encontrar alívio em meio às provações da vida ao nos voltarmos em oração aos meios de graça fundamentados na Palavra. Você também tem descoberto que a Bíblia é um maravilhoso livro de conforto, e que a oração nos dá um consolo completamente diferente de tudo mais?
Mais sofrimento se seguiu. Por volta desta época, a praga atingiu pessoas por toda Genebra. Ela havia se espalhado por toda a Europa, deslocando centenas de milhares de pessoas de suas cidades e casas. De uma carta (Abril de 1541) a seu pai, descobrimos que Calvino enviou Idelette e seus filhos a Estrasburgo por segurança. A separação de Idelette foi insuportável. Embora Calvino estivesse profundamente preocupado com a segurança de sua esposa, ele também foi firme em sua confiança em Cristo. Devemos aprender com isso que nada na terra mantinha Idelette e Calvino tão fortemente unidos como seu vínculo de amor ancorado em Cristo.

Lição nº 7: Aprenda com Idelette, juntamente com seu marido, que o amor pela verdade que se baseia na inabalável confiança em Cristo é o que mantém um casal unido, mesmo em tempos de prolongada ausência e grande sofrimento. Precisamos cultivar confiança amorosa um no outro durante os tempos bons, quando não estamos debaixo de provações ou ausentes um do outro, de modo que possamos ter muito na mão para oferecer  quando as provações e ausências impactarem nossas vidas.
Em 1545, centenas de valdenses perseguidos refugiaram-se em Genebra. Idelette estava ao lado de Calvino durante esse tempo, trabalhando duro para fornecer alojamento e emprego para eles. Eles eram tão incansáveis em sua devoção aos imigrantes, que alguns genebrinos os acusaram de serem mais úteis para os estrangeiros do que para os amigos.

Lição nº 8: Aprenda com Idelette a não esperar que alguém te louve, mesmo quando você está fazendo o bem. A crítica é uma realidade inevitável da vida. Aprenda a aceitá-la, a entregá-la a Deus, e a andar adiante com integridade bíblica e humildade.
João e Idelette Calvino viveram tempos felizes, assim como muitas tristezas. Em nossos dias, quando tantos psicólogos e terapeutas prometem ajuda para os casamentos, é tentador negar a Escritura como sendo insuficiente para nos dizer como a vida de casado deve ser. No entanto, Calvino e Idelette oferecem um notável exemplo de como um casamento baseado na Escritura e centrado em Cristo pode funcionar no meio de circunstâncias difíceis. Perder filhos e amigos, ser arrancando de uma comunidade para outra, enfrentar um cronograma extremamente exigente, e se ajustar a um novo casamento são apenas algumas das provações que enfrentaram este casal. No entanto, eles foram abençoados com um casamento e uma vida familiar pacíficos e felizes.
Calvino e Idelette atribuíam o sucesso de seu casamento à graça de Deus. Deus era a sua fonte de perdão, compaixão, misericórdia, ternura, paciência e contentamento em todas as suas dificuldades. Pela graça de Deus, esses dons e princípios não mudam com o tempo, mas permanecem estáveis em Cristo para os fiéis que buscam casamentos que glorificam a Deus. Quando vivemos por estes princípios em união com Cristo, nossos casamentos podem conhecer uma alegria que excede em muito a felicidade do mundo.

Lição nº 9: Aprenda com Idelette, juntamente com seu marido, que ajudar nossos casamentos de acordo com o padrão de Efésios 5:21-3 e dar  glória a Deus por todo o sucesso e alegria que encontramos no casamento, é uma maneira segura de aumentar a nossa alegria até o dia em que estaremos finalmente casados para sempre com Jesus Cristo, o Esposo perfeito, na glória do céu.
  • Morte de Idelette
A saúde de Idelette piorou constantemente durante seus nove anos com Calvino. Ela sofreu de febre durante os últimos três anos de sua vida. Em março de 1549, ela ficou de cama. Ao mesmo tempo, Calvino estava sendo perseguido por poderosos inimigos em Genebra, não sabendo que eles seriam derrotados em seis anos. Naquele momento, parecia que tudo em sua vida estava desabando sobre ele. A cidade parecia o estar rejeitando, suas reformas estavam falhando, e sua preciosa esposa estava morrendo. No entanto, em meio a tudo isso, Deus sustentou Seu servo.
A última preocupação terrena de Idelette foi com seus filhos. Calvino prometeu tratá-los como seus, ao que ela respondeu: “Eu já os encomendei ao Senhor, mas sei bem que você não abandonaria aqueles a quem eu tenho confiado ao Senhor.”²⁶
“Esta grandeza de alma”, Calvino escreveu mais tarde, “vai me influenciar mais poderosamente do que uma centena de louvores o faria”.
No fim de sua vida terrena, Idelette orou: “Ó Deus de Abraão e de todos os nossos pais, os fiéis, em todas as gerações, têm confiado em Ti, e nenhum deles jamais foi confundido. Eu também esperarei”.²⁸ Ela partiu para a glória no dia 05 de abril de 1549. Calvino estava ao seu lado, falando com ela sobre a felicidade que haviam desfrutado por nove anos e sobre a alegria que ela teria em breve ao “trocar uma morada terrena pela casa de seu Pai do alto.”

Lição nº 10: Aprenda com Idelette que aqueles que, pela graça, viver bem, geralmente morrem bem. Idelette teve uma morte doce, submissa, apesar da dor que a precedeu. Quando entregamos tudo a Deus, tanto na vida quanto morte, não só nos preocuparemos menos nesta vida, mas também não seremos confundidos mesmo quando as dificuldades aparecerem diante de nós. Nosso conforto em Cristo e Sua salvação é bom tanto na vida quanto na morte, e por toda a eternidade.
As cartas de Calvino pouco depois da morte de Idelette expressavam sua tristeza por ter perdido sua querida companheira, que ele afirmou ser uma rara mulher rara, sem igual.³⁰ Mesmo em seu leito de morte, “ela nunca foi incômoda para mim”, ele escreveu.³¹ Isso fez com que a tristeza de Calvino fosse ainda mais profunda . Este provação nos mostra que submeter-nos à vontade de Deus não nos isenta das dificuldades.
Calvino tinha apenas quarenta anos quando Idelette morreu. Como Ezequias, quinze anos ainda seriam acrescentados à sua vida, mas eles seriam anos sem sua preciosa esposa. Ele escreveu a seus amigos que ele mal podia continuar com seu trabalho, mas ele se estimulava a isso. Seus inimigos acusaram Calvino de ser insensível por trabalhar tão diligentemente, mas Calvino era tudo, menos sem coração. Ele escreveu a um amigo: “Eu faço o que posso afim de que eu não seja totalmente consumido pela tristeza. Eu fui privado da melhor companheira da minha vida; ela era a fiel ajudante do meu ministério…. Meus amigos fazem de tudo para aliviar, em algum grau, a dor de minha alma…. Que o Senhor Jesus te confirme pelo Seu Espírito, e eu também sob esta grande aflição, a qual certamente teria me esmagado, não tivesse Ele, cujo ofício é levantar o prostrado, fortalecer os fracos, e vivificar o desfalecido, estendido a mim ajuda do céu”.
  • Conclusão
Nossa cultura tem uma visão cínica do casamento e da promiscuidade. Um recente relatório sobre o aumento da taxa de divórcio mostra que ele é maior entre pessoas de 25 a 35 anos. Embora parte desse aumento do divórcio possa ser devido à economia, um fator que contribui é o dia do casamento em si. Tanto tempo e dinheiro são gastos com o planejamento para o dia do casamento, que pouco tempo é gasto na preparação para o casamento! Uma sociedade que enfatiza somente o dia do casamento só pode produzir cinismo a respeito do casamento.
A visão bíblica do casamento é bem diferente. A Escritura nos ensina que o pecado desfigurou profundamente as intenções de Deus para o casamento, mas Cristo amorosamente o restaurou. A verdadeira alegria no casamento é resultado de quando o marido se esforça para amar a sua esposa como Cristo ama a Igreja e quando a mulher se esforça para respeitar seu marido da maneira como a igreja respeita a Jesus Cristo. João e Idelette Calvino conheceram esta alegria. Uma das coisas mais surpreendentes sobre a relação deles é que eles exalavam alegria, mesmo nas circunstâncias mais traumáticas. Eles sabiam o que significava se regozijar em Deus no meio da perseguição. Eles encontraram alegria no temor de Deus enquanto se esforçavam para glorificá-Lo. Eles encontraram alegria em sua salvação, alegria em sua fidelidade um ao outro, alegria no amor e companheirismo um do outro, e alegria no serviço ao próximo. Em suma, Idelette foi uma companheira, uma verdadeira alegria para seu marido.

Lição nº 11: Aprenda com Idelette, juntamente com seu marido, que a verdadeira alegr não é encontrada em viver para si mesmo; ela só é encontrada em servir a Deus como o número um, servir nosso cônjuge como o número dois, e servir a nós mesmos como número três. Essa é a essência do projeto para um casamento e uma vida verdadeiramente felizes, que Paulo delineou para nós em Colossenses 3:12-17.ia
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*Esse artigo foi publicado originalmente no PRTS journal (2010). Traduzido e publicado em português com permissão do autor.
**Dr. Joel Beeke é presidente e professor de teologia sistemática no Puritan Reformed Theological Seminary (EUA). É pastor da Heritage Netherlands Reformed Congregation, editor da Banner of Sovereign Grace Truth, diretor editorial de Reformation Heritage Books, presidente da Inheritance. Foi co-autor, escreveu ou editou mais de 50 livros, dentre os quais, “Vivendo para a Glória de Deus” e “Vencendo o Mundo”. Obteve seu Ph.D. em Teologia da Reforma e Pós-reforma no Westminster Theological Seminary. Ele é convidado freqüentemente para lecionar em seminários e pregar em conferências ao redor do mundo. Ele e sua esposa, Mary, foram abençoados com três filhos: Calvin, Esther e Lydia.
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** Tradução: Arielle Pedrosa

sábado, 28 de junho de 2014

DVD Salmos Daniel Lüdtke Ao Vivo

Deus é bom!!!

"Bom é louvar ao senhor
Render graças ao seu santo nome
Bom é louvar ao senhor
Render graças ao seu santo nome

De manhã anunciar
A sua fidelidade
E a noite proclamar
A sua salvação

Pois Ele guarda a aliança
Com os filhos do seus filhos
E a sua misericórdia
De geração em geração

Porque Deus é bom
O meu Deus é bom
Porque Deus é bom
O meu Deus é bom

Deus é bom
O meu Deus é bom
O meu Deus é bom
O meu Deus é bom..."

Asph Borbo - Deus é bom!!!

[Mulheres da História] “Lições práticas sobre a vida de Idelette Calvino – Parte 2″ por Joel R. Beek

  • Caráter
http://www.mulherespiedosas.com.br/wp-content/uploads/2013/05/calvinswife.jpgIdelette era calma, modesta, animada, e ainda sóbria. Theodore Beza, o primeiro biógrafo confiável de Calvino, a chamou de a melhor das mulheres — “uma mulher séria de espírito de bom caráter”. Embora fosse delicada e sofresse com uma saúde frágil, Idelette dedicou toda a sua força para educar seus filhos. A fidelidade de Idelette em meio às dificuldades que enfrentou revelavam sua mansidão e humildade. Essa reação, no entanto, não significava que ela fosse fraca ou medrosa. Seguir a Cristo no caminho do sofrimento exige  grande força e coragem, e Idelette  se submetia pacientemente às diversas providências de Deus.
Para obter espaço para Idelette e seus filhos em sua pequena casa em Estrasburgo, Calvino teve que abrir mão de dois de seus locatários. Abrir mão dessas fontes de renda  foi um significativo sacrifício para Calvino, considerando o seu magro salário, mas ele parece ter feito isso alegremente. Apenas algumas semanas depois de seu casamento, ele escreveu a Farel sobre quão satisfeito estava com sua nova esposa. Como van den Berg escreve, Calvino “claramente percebeu no casamento uma especial experiência de alegria”. Van den Berg continua, dizendo que “o casamento deles foi mais do que um simples acordo racional; ele se tornou um vínculo verdadeiro e sólido de amor e lealdade. A calma e paciente Idelette foi uma amiga excepcionalmente adequada no casamento”.
Pouco depois de seu casamento com Idelette, Calvino foi a Regensburg para assistir a um debate teológico. Enquanto ele estava fora, a praga atingiu Estrasburgo. Um dos melhores amigos de Calvino, Claude Feray, morreu pela praga. Calvino ficou preocupado com Idelette, que havia se refugiado fora da cidade. Ele escreveu: “Dia e noite a minha esposa está em meus pensamentos, agora que ela está privada do meu conselho e deve agir sem o seu marido”. Por fim, Calvino não pôde se preocupar mais; ele logo deixou o debate para voltar à Idelette.
Idelette e Calvino ficaram em Estrasburgo por menos de um ano até que Calvino foi chamado de volta à Genebra para continuar o seu grande trabalho como Reformador. A pressão desta decisão pesava fortemente sobre ele. As cartas deste período de Calvino indicam que ele estava muito feliz em Estrasburgo e não queria retornar a Genebra. Ele escreveu a Farel: “Eu temo atirar-me neste redemoinho que acho tão perigoso”. Apesar de não termos nenhum relato sobre os pensamentos e sentimentos de Idelette naquela época, o casal decidiu se mudar para Genebra, em resposta à vontade de Deus. A filha de Idelette, Judith, os acompanhou, enquanto seu filho permaneceu em Estrasburgo com parentes.

Lição nº 2: A segunda lição que aprendemos com Idelette é que o verdadeiro crescimento espiritual e resignação à vontade de Deus são quase sempre inseparáveis. Quando foi a última vez que você pacientemente se submeteu à vontade de Deus, mesmo quando você não sentia vontade de fazer isso? Como você se sentiu depois de colocar sua vontade debaixo da vontade de Deus pela graça do Espírito Santo?
Ainda que o Conselho da cidade de Genebra tenha proporcionado uma bela habitação para Idelette e Calvino no topo da Rua de Chanoines — ela tinha um pequeno jardim e uma magnífica vista do Lago Léman e das montanhas de Jura de um lado, e dos Alpes do outro lado —, Calvin só recebia um salário de cerca de US$ 200 por ano, doze medidas de milho, e dois barris de vinho. Embora os recursos à sua disposição fossem muito modestos, Idelette alegremente abriu sua casa para numerosos refugiados e frequentemente estendeu sua hospitalidade aos amigos de Calvino, como Farel, Beza, e Viret, todos os quais respeitavam-na grandemente.
Idelette era uma maravilhosa  esposa e companheira para o mais proeminente pastor de Genebra. Quando o trabalho de Calvino como pastor, escritor e funcionário público ameaçou sua saúde, Idelette provou ser uma confidente, conselheira, cujas opiniões eram muito necessárias. Ela cuidava do espírito abatido e da saúde frágil de Calvino, e visitava os doentes no lugar dele. Ela também abria mão das suas vontades para assegurar a Calvino que ela o respeitava por permanecer fiel a Deus e às Escrituras, não importando o custo. Idelette estava disposta a compartilhar com ele qualquer fardo que ele carregasse e assegurava-lhe que ele nunca deveria ser tentado a descansar de seus deveres por causa do alívio e conforto que ela lhe dava. Ela era profundamente comprometida com ministério de Calvino como pregador e professor, bem como com a sua organização da forma de governo igreja-estado, fundada nos princípios das Escrituras.
Após a morte de Idelette em 1549, Calvino escreveu a um amigo: “Eu tenho sido despojado da melhor companheira da minha vida, de alguém que, se lhe fosse solicitado, não só teria participado voluntariamente da minha indigência [ou pobreza], mas até mesmo da minha morte. Durante sua vida ela foi a fiel auxiliadora do meu ministério. Dela, eu nunca experimentei a menor resistência.”

Lição nº 3: Outra lição que uma mulher cristã pode aprender com Idelette é que um casamento será muito abençoado se a esposa estiver comprometida em ser uma ajudadora fiel para o seu marido, e se seus objetivos, visão e paixão forem semelhantes às dele. Não se case com alguém a quem você não está comprometida a ajudar, ou com alguém cuja visão e objetivos são diferentes dos seus. Esse casamento só vai causar divisão mais tarde.
Talvez o ponto crucial do casamento de Calvino e Idelette é que a sabedoria de Deus brilha mais em pobres vasos de barro. Uma mulher com quem Calvino havia considerado se casar antes de casar-se com Idelette era muito rica. Embora ela pudesse ter oferecido um dote substancial, ela não falava o francês nativo de Calvino. Você pode imaginar tentar conduzir uma mudança mundial, cumprindo a tarefa de moldar a igreja fornecendo orientação espiritual para o povo de Deus, durante um dos tempos mais desafiadores da história, com um cônjuge que não fala a sua língua? Quando buscamos primeiramente a vontade de Deus para nossas vidas, obtemos bênçãos, diz Colossenses 3:24. Calvino e Idelette não procuraram riquezas, status, ou ganho mundano para si mesmos. Eles são um belo exemplo de crentes que se uniram como cônjuges para fazer a obra de Deus de uma forma magnífica.

Lição nº 4: Aprenda com o que Idelette tinha para oferecer a Calvino, para que, quando procurar por um cônjuge, você não deixe que a riqueza ou a falta dela seja um problema significativo. Em vez disso, concentre-se nesta pergunta: Nós dois estamos profundamente comprometidos a usar nossos talentos para fornecer direção e saúde espirituais para a Igreja e o reino de Deus?
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*Esse artigo foi publicado originalmente no PRTS journal (2010). Traduzido e publicado em português com permissão do autor.
**Dr. Joel Beeke é presidente e professor de teologia sistemática no Puritan Reformed Theological Seminary (EUA). É pastor da Heritage Netherlands Reformed Congregation, editor da Banner of Sovereign Grace Truth, diretor editorial de Reformation Heritage Books, presidente da Inheritance. Foi co-autor, escreveu ou editou mais de 50 livros, dentre os quais, “Vivendo para a Glória de Deus” e “Vencendo o Mundo”. Obteve seu Ph.D. em Teologia da Reforma e Pós-reforma no Westminster Theological Seminary. Ele é convidado freqüentemente para lecionar em seminários e pregar em conferências ao redor do mundo. Ele e sua esposa, Mary, foram abençoados com três filhos: Calvin, Esther e Lydia.
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** Tradução: Arielle Pedrosa

Mulheres piedosas: http://www.mulherespiedosas.com.br/idelette-calvino-02/

sexta-feira, 27 de junho de 2014

[Mulheres da História] “Lições práticas sobre a vida de Idelette Calvino – Parte 1″ por Joel R. Beeke

OLYMPUS DIGITAL CAMERAJoão Calvino era dedicado às Escrituras e à igreja. Ele enfatizava a soberania de Deus e o viver cristão em suas pregações e escritos, e era cercado por muitos fiéis amigos cristãos. Não surpreendentemente, ele também teve um casamento muito feliz. No entanto, encontrar uma companheira adequada provou ser uma tarefa assustadora para Calvino. Muitos de seus bem-intencionados amigos e familiares tentaram arranjar casamentos para ele, e todas as vezes Calvino foi desapontado. Finalmente, ele quase se submeteu ao celibato. Quando o amigo de Calvino, Guilherme Farel, escreveu-lhe para contar sobre mais uma possível esposa, Calvino respondeu: “Eu não pertenço a esse tolo grupo de amantes, que estão dispostos a cobrir até mesmo as falhas de uma mulher com beijos, tão logo tenham caído por sua aparência externa. A única beleza que me encanta é que ela seja virtuosa, obediente ao invés de arrogante, econômica, e paciente, e que eu possa contar que ela cuide da minha saúde”. Quando Calvino finalmente se casou com Idelette van Buren, ele encontrou a única coisa necessária pela qual esteve procurando: um coração sincero e obediente, piedoso para com Deus. Para Calvino e Idelette, tal piedade era fundamental para enfrentar as dificuldades e os desafios da vida de casados. Embora pouco se saiba da vida de Calvino e Idelette no lar, ao que tudo indica, ela era serena e piedosa apesar de suas muitas tragédias e dificuldades. Ao examinarmos a vida de Idelette com Calvino, vamos nos focar em várias lições que podemos aprender com o seu exemplo piedoso. Pois, em Idelette, vemos o que pode ser chamado de modelo para o casamento cristão. É o padrão de vida santa que Colossenses 3:12 diz incluir “misericórdia, bondade, humildade, mansidão, longanimidade; suportando uns aos outros, e perdoando uns aos outros”. Estes ingredientes, que permearam o casamento de João e Idelette, ainda nos oferecem hoje uma variedade de maneiras úteis de enriquecer e abençoar nosso casamento.
  • Côrte
Os deveres de Calvino como pastor e reformador eram demais para sua saúde. Ele contraiu tantas doenças por causa de sua pesada carga, que seus amigos o persuadiram de que ele precisava de uma companheira para aliviar alguns afazeres da vida doméstica. Calvino tinha vários alunos vivendo com ele, alguns poucos aposentados (pensionistas), e uma ranzinza governanta com um filho. O bom amigo de Calvino, Guilherme Farel, tentou duas vezes encontrar para ele uma esposa que correspondesse ao seu ideal bíblico. Por fim, Martin Bucer sugeriu a viúva Idelette van Buren (possivelmente de Buren, na província holandesa de Gelderland) como candidata adequada. A esta altura, Calvino estava pronto a permanecer solteiro para o resto de sua vida. Depois de considerar a sugestão de Bucer, no entanto, Calvino percebeu que Idelette, de fato, aparentava ter o caráter que ele procurava. Idelette era uma jovem viúva com dois filhos pequenos. Seu falecido marido, Jean Stordeur, um marceneiro de Liège (uma “daquelas cidades da Holanda, nas quais o despertamento havia sido mais extraordinário”, D’Aubigne escreve), contraiu a peste em 1540, um pouco mais do que um ano depois da chegada de Calvino à cidade, e morreu dentro de alguns dias. Os Stordeurs viviam em Estrasburgo, que era um refúgio para os cristãos que fugiam da perseguição romana. Eles eram anabatistas, os quais foram rejeitados pelos católicos romanos, pelos luteranos, e igualmente pelos reformadores. É possível que Idelette fosse filha de um famoso anabatista, Lambert van Buren, que em 1533 foi condenado por heresia, teve suas propriedades confiscadas, e foi banido de Liege. Além de não acreditarem no batismo infantil, os anabatistas defendiam vários ensinamentos que os diferenciavam dos da Fé Reformada. Por exemplo, os anabatistas acreditavam que não deveriam participar no governo ou lutar em guerras. Eles também acreditavam que nunca deveriam fazer um juramento, mesmo em um tribunal. Em alguns casos, os anabatistas tentavam separar-se do mundo, estabelecendo suas próprias comunidades. Embora Jean Stordeur e Idelette não pertencessem à ala radical dos anabatistas, em geral, os anabatistas eram radicais em comparação com outras expressões de fé da Reforma. Alguns deles enfatizavam a vida espiritual em detrimento da Escritura e da sã doutrina. Outros tomavam medidas radicais para promover suas crenças, até ao ponto da violência. Curiosamente, Calvino ajudou a suprimir o anabatismo, através de seus escritos e apoiando o aprisionamento e banimento de alguns de seus membros mais radicais. Quando Calvino e Farel foram expulsos de Genebra, em 1538, Calvino começou a pregar na igreja francesa de Estrasburgo, onde Jean e Idelette participaram dos cultos. Quão desejosos eles deveriam  estar de ouvir Calvino, que já era bem conhecido por escrever as Institutas da Religião Cristã. Convencidos da verdade Reformada, Jean e Idelette rapidamente deixaram os anabatistas e juntaram-se à igreja de Calvino. Lá, eles adquiriram um amor pela Escritura e pelo lugar central que ela detinha no culto. Eles também desfrutaram de pregação clara, de cuidado pastoral, e da calorosa amizade de seu líder. Nesse tempo, Idelette já exibia um forte compromisso com Cristo e um espírito ensinável. Em vez de se ressentir da severa política de Calvino contra os anabatistas, ela leu as Institutas e aprendeu a apreciar a devoção de Calvino à Palavra de Deus. Ela e seu marido foram a muitas exposições diárias da Bíblia por Calvino. Eles também foram muito hospitaleiros para com Calvino. Calvino desfrutava da amizade deles e considerava-os, como eles se chamavam, seus discípulos. Ele admirava “a simplicidade e a santidade da vida deles”. A morte de Jean Stordeur foi um golpe profundo para Idelette. Ela não apenas perdeu seu querido marido, com quem ela estava unida de tantas formas, mas ela também não tinha como sustentar a si e aos seus filhos como viúva. Logo após a morte de Stordeur, Bucer perguntou a Calvino: “E a amável Idelette?” Embora Calvino tenha anteriormente pensado em Idelette como uma querida irmã em Cristo, ele, agora, começou a reconsiderar aquela relação. Enquanto trabalhava duro para expandir as Institutas de seis capítulos para dezessete, ele deve ter periodicamente ouvido o eco: Por que não Idelette? Afinal, a mulher era piedosa, gentil e inteligente. Embora ela fosse alguns anos mais velha do que Calvino, ela era surpreendentemente jovem e atraente. Machiel van den Berg observou que “o extrovertido Farel expressou seu espanto por ela ser uma mulher tão bonita!” Em última análise, porém, era o fruto evidente de Colossenses 3:12 na vida Idelette que impressionava Calvino, que perseguia a piedade em todos os aspectos de sua própria vida. Calvino havia apreciado a hospitalidade de Idelette tanto antes quanto depois de seu primeiro marido falecer. Essas visitas aumentaram quando Calvino começou formalmente a cortejar Idelette. Poucos meses depois, em 17 de agosto de 1540, Calvino casou-se com Idelette, levando-a  e a seus filhos (um menino e uma menina) para sua casa. Amigos vieram de perto e de longe para participar do casamento de Calvino.  

Lição 1: Uma das primeiras lições que podemos aprender com a nova esposa de Calvino é a importância de ter uma fidelidade total e uma humilde submissão às Escrituras, bem como um espírito dócil e hospitaleiro. Com muita frequência hoje em dia as pessoas são mais governadas pela tradição do que pela Escritura. Elas não estudam a Palavra por si mesmas nem procuram aprender e crescer sob a fiel pregação expositiva da Palavra. E você? Você está humildemente se submetendo às Escrituras? Você demonstra um espírito ensinável? Você é hospitaleira e amável com os outros?
Continua…
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*Esse artigo foi publicado originalmente no PRTS journal (2010). Traduzido e publicado em português com permissão do autor. **Dr. Joel Beeke é presidente e professor de teologia sistemática no Puritan Reformed Theological Seminary (EUA). É pastor da Heritage Netherlands Reformed Congregation, editor da Banner of Sovereign Grace Truth, diretor editorial de Reformation Heritage Books, presidente da Inheritance. Foi co-autor, escreveu ou editou mais de 50 livros, dentre os quais, “Vivendo para a Glória de Deus” e “Vencendo o Mundo”. Obteve seu Ph.D. em Teologia da Reforma e Pós-reforma no Westminster Theological Seminary. Ele é convidado freqüentemente para lecionar em seminários e pregar em conferências ao redor do mundo. Ele e sua esposa, Mary, foram abençoados com três filhos: Calvin, Esther e Lydia.
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** Tradução: Arielle Pedrosa

Mulheres Piedosas: http://www.mulherespiedosas.com.br/idelette-calvino-01/