quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Idellete de Bure – Esposa de João Calvino

Idellete de Bure – Esposa de João Calvino

João Calvino casou-se com Idelette de Bure em agosto de 1540, aos 31 anos, viúva de um pastor anabatista, mãe de duas crianças, austera e bonita. Idelete tinha saúde frágil assim como seu marido. Para este, tal circunstância, embora difícil, era a forma pela qual o Senhor moderava a felicidade deles. Com a ameaça da peste na cidade, participando de uma conferência em Ratisbona, Calvino escreveu: “Dia e noite minha mulher está presente em meus pensamentos.”

Após os três anos de Estrasburgo, Calvino retornou a Genebra (1541). Por insistência de seus governantes e de sua família, passou a morar em uma casa melhor, bem mobiliada, na rua do Canhão, que hoje se chama João Calvino e que ficava bem perto da Catedral de São Pedro. Com ele morava seu irmão Antônio, com a esposa e quatro filhos. Em meio a tudo isso, era intenso o trabalho de Calvino escrevendo, pregando, fazendo conferências e reuniões, visitando. Não havia muito tempo para dedicar a Idelete. Esta, por sua vez, desempenhou papel notável na vida familiar, trazendo amor e serenidade a um homem sobrecarregado e muitas vezes irritado com os problemas de saúde, enfrentando opositores e muitas tarefas. Ela também ficou conhecida pela hospitalidade para os muitos que eram recebidos na casa, onde também funcionava o Correio da cidade.

Um ano após seu retorno a Genebra, Idelete teve um filho prematuro que foi batizado com o nome de Jacques, mas que viveu por duas semanas apenas. Sua morte foi um duro momento para ela e Calvino, que observou: “Deus é pai e sabe o que é bom para seus filhos... Ele levou meu menino...”. Consolava-se ao pensar que tinha inúmeros filhos espirituais por todo o mundo. Dois anos mais tarde, esperava uma filha, que morreu ao nascer. Uma terceira criança também não sobreviveu.

No ano de 1549, a saúde de Idelete piorou e ela já não podia deixar a cama. Calvino, escrevendo a Farel, pedia-lhe que orasse em favor dela. Mas a morte veio e a dor também: “Fui privado da melhor companhia da minha vida”, escreveu. Nos dias que antecederam e se seguiram à sua morte, em meio às inúmeras atividades que o absorviam, fazia o possível para não ser dominado pela angústia e tristeza. “Que o Senhor Jesus me sustente”, dizia.  Afinal, suas palavras buscando consolo foram estas: “Minha esposa, mulher de raras qualidades, morreu há um ano e meio... e eu agora livremente optei por uma vida solitária.”

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♦ http://reformandome.blogspot.com.br/2012/03/mulheres-reformadas-guerreiras-da-fe.html

♦ Original http://www.theologyforgirls.com/2011/11/women-of-reformation-anna-reinhard.html

♦ Traduzido e Adaptado por Carlos ReghineJoão Calvino casou-se com Idelette de Bure em agosto de 1540, aos 31 anos, viúva de um pastor anabatista, mãe de duas crianças, austera e bonita. Idelete tinha saúde frágil assim como seu marido. Para este, tal circunstância, embora difícil, era a forma pela qual o Senhor moderava a felicidade deles. Com a ameaça da peste na cidade, participando de uma conferência em Ratisbona, Calvino escreveu: “Dia e noite minha mulher está presente em meus pensamentos.”

Após os três anos de Estrasburgo, Calvino retornou a Genebra (1541). Por insistência de seus governantes e de sua família, passou a morar em uma casa melhor, bem mobiliada, na rua do Canhão, que hoje se chama João Calvino e que ficava bem perto da Catedral de São Pedro. Com ele morava seu irmão Antônio, com a esposa e quatro filhos. Em meio a tudo isso, era intenso o trabalho de Calvino escrevendo, pregando, fazendo conferências e reuniões, visitando.... Não havia muito tempo para dedicar a Idelete. Esta, por sua vez, desempenhou papel notável na vida familiar, trazendo amor e serenidade a um homem sobrecarregado e muitas vezes irritado com os problemas de saúde, enfrentando opositores e muitas tarefas. Ela também ficou conhecida pela hospitalidade para os muitos que eram recebidos na casa, onde também funcionava o Correio da cidade.

Um ano após seu retorno a Genebra, Idelete teve um filho prematuro que foi batizado com o nome de Jacques, mas que viveu por duas semanas apenas. Sua morte foi um duro momento para ela e Calvino, que observou: “Deus é pai e sabe o que é bom para seus filhos... Ele levou meu menino...”. Consolava-se ao pensar que tinha inúmeros filhos espirituais por todo o mundo. Dois anos mais tarde, esperava uma filha, que morreu ao nascer. Uma terceira criança também não sobreviveu.

No ano de 1549, a saúde de Idelete piorou e ela já não podia deixar a cama. Calvino, escrevendo a Farel, pedia-lhe que orasse em favor dela. Mas a morte veio e a dor também: “Fui privado da melhor companhia da minha vida”, escreveu. Nos dias que antecederam e se seguiram à sua morte, em meio às inúmeras atividades que o absorviam, fazia o possível para não ser dominado pela angústia e tristeza. “Que o Senhor Jesus me sustente”, dizia. Afinal, suas palavras buscando consolo foram estas: “Minha esposa, mulher de raras qualidades, morreu há um ano e meio... e eu agora livremente optei por uma vida solitária.”

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http://reformandome.blogspot.com.br/2012/03/mulheres-reformadas-guerreiras-da-fe.html

♦ Original http://www.theologyforgirls.com/2011/11/women-of-reformation-anna-reinhard.html

♦ Traduzido e Adaptado por Carlos Reghine
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2 comentários:

Fernando Di Domenico disse...

O casamento de Idelette e Calvino durou apenas 9 anos, tempo suficiente para Calvino escrever lindas palavras sobre ela:

"Eu perdi aquela que nunca teria me abandonado, fosse em exílio, ou na miséria, ou na morte. Ela foi uma preciosa ajuda para mim, e nunca se ocupava demais consigo mesma. A melhor das minhas companhias foi tirada de mim. Eu sei, por experiência própria, quão dolorosas e devastadoras são as feridas causadas pela morte de uma excelente esposa. Quão difícil tem sido para mim governar os meus sofrimentos." Calvino.

Quanto podemos aprender com exemplos como esse. Glórias a Deus por isso.

em Cristo.

Gisele Maciel disse...

Amém, obrigada por acrescentar e seja sempre bem vindo.

Deus abençoe!