terça-feira, 25 de março de 2014

amigo, nós e refúgio.

Amigos que conjuguem o nós, formando famílias refúgio.
Amigo. Amigo é aquele que conhece muito bem o outro e, apesar disso, o quer muito bem. O amigo
é paciente, o amigo é bondoso. O amigo não inveja a graça do outro, não se exibe do que consegue e tem, nem procura seus interesses O amigo não abandona, não esquece o outro. Não se ira facilmente nem se magoa com outro. O amigo se alegra com o sucesso e vitórias do outro. Vibra com as bênçãos do outro. Sofre com o outro. O amigo é como o amor, descrito em 1Coríntios 13.
O amor jamais acaba… 1Coríntios 13:8.
Nós. Amando intensamente um ao outro conjuguem o nós. Eu e Você é diferente de nós. Eu eu Você são dois caminhos que se cruzam, até se entrelaçam, mas continuam dois. Nós somos um. Confunde-se um com o outro. No Eu e Você sempre há a possibilidade de um se esquivar: “Eu tentei, mas você…”
Nós somos um! Nossa vida. Nossos amigos. Nossa forma de ser. Nossa casinha. Nosso ministério. Nossa comida. Nossas alegrias. Nossos “micos”. Nossas angústias. Nossa oração. Nossos sonhos. Nossas realizações. Nossos desejos. Nossas lágrimas. Nossas viagens. Nossos filhos… Nós. Nós. Nós! Não sou mais eu nem você, somos nós.
Jesus nos deu o exemplo e orou por isso:
Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra; a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste. João 17.20-21.
Refúgio. Como amigos, conjugando sempre o nós, construam uma família refúgio, como podemos ler em Isaías 32.2:
Cada um servirá de esconderijo contra o vento, de refúgio contra a tempestade, de torrentes de águas em lugares secos e de sombra de grande rocha em terra sedenta.
Da mesma forma que o Senhor determinou que houvesse cidades refúgio, para colhimento de alguns, a nós, como sacerdotes que somos, nos cabe formar uma família refúgio.
Uma família amorosa pronta para acolher, com sacrifício ou não, o próximo, o excluído, o diferente, o marginalizado, o solitário, o sofrido, o estrangeiro, e, até mesmo, aquele que ainda não conhece ao Senhor. Não é para dar cobertura à rebeldia. Mas para acolher. Para que este, em segurança, venha a conhecer o Rei dos reis e deseje ser transformado à imagem e semelhança de Cristo.
A família segundo o coração do Pai é sempre inclusiva. Não deixa ninguém de fora. Não vive em panelinhas. Qualquer um que se achega ao Senhor, é bem recebido. Se o Senhor recebeu a cada um de nós como podemos escolher a quem receber?
A família refúgio, a família amiga chora junto, ri junto, vibra com o sucesso de cada um. Compartilha a vida de Cristo, sempre junto. Como amigos que são suportam até a última das consequência os erros dos outros. E, uma vez que alguém se arrepende, restauram os relacionamentos.
Vivam isso! Sejam isso! Façam de tal forma que seus filhos só queiram sair de casa para criar novos refúgio do Senhor.
Quanto a mim, bom é estar junto a Deus; no Senhor Deus ponho o meu refúgio, para proclamar todos os seus feitos (Salmos 73:28).

… Sérgio de Avillez …
http://www.pelamanha.com/post/80673659351/amigo-nos-e-refugio

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