quarta-feira, 14 de maio de 2014

Palavras sábias para mulheres - Parte 6

- Perdão, paciência & fertilizante

Nicki Adams

pastoverde_big.jpg (9K) - pasto verdejante
As palavras sábias de hoje são, novamente, e sem constrangimento, de Noel Piper! Na semana passada, Noel publicou no blog Desiring God, algumas reflexões sobre o sermão do seu marido a respeito de perdão e paciência no casamento. Aqui está artigo dela por completo. Eu espero que seja tão esclarecedor pra você quanto foi para mim.
"O que meu marido disse domingo passado no final de um sermão sobre perdão e paciência no casamento:
"Imagine seu casamento como um campo coberto de grama. No princípio você entra cheio de esperança e alegria. Você olha para o futuro e vê lindas flores, árvores e colinas. Essa beleza é o que vocês vêem um no outro. Seu relacionamento é o campo, as flores e as colinas. Mas logo você começa a pisar em esterco. Em alguns períodos de seu casamento parece que está em todo lugar. Especialmente tarde da noite parece predominar. São os pecados, as falhas, as idiossincrasias, as fraquezas e os hábitos irritantes em você e no seu cônjuge. Você tenta perdoá-los e suportá-los com misericórdia.
Mas eles têm um jeito de dominar o relacionamento. Pode nem mesmo ser verdade, mas parece que é só isso que há – esterco. Eu acho que a combinação de paciência e perdão leva à criação de uma pilha de compostagem. Nesta hora você pega na pá e começa a remexer o esterco. Vocês simplesmente olham um para o outro e admitem que há muito esterco. Mas vocês dizem um ao outro: “Sabe, há mais neste relacionamento do que esterco. E nós estamos perdendo isto de vista porque estamos focalizando somente neste esterco. Vamos jogar tudo na pilha de compostagem. Quando tivermos necessidade, nós iremos até lá, cheiraremos aquilo, nos sentiremos mal e lidaremos com aquilo o melhor que pudermos. E então, caminharemos para longe daquela pilha e fixaremos nossos olhos no resto de campo. Nós escolheremos alguns caminhos e colinas favoritos que nós sabemos que não estão cheios de esterco, e seremos gratos pela parte do campo que é agradável.
Nossas mãos podem estar sujas, nossas costas doem de tanto cavocar. Mas uma coisa nós sabemos: não acamparemos ao lado da pilha de compostagem . Só iremos até lá quando for necessário. Este é o generoso presente que daremos um ao outro sempre de novo porque somos escolhidos e santos e amados."
O que eu pensei enquanto ele falava:
“Isso é tão verdadeiro... Mas eu espero que a congregação não pense que ele quer dizer que deveríamos colocar nossos problemas de lado e viver ignorando que eles existem. Nós precisamos lidar ocasionalmente com as discordâncias e pecados que se colocam entre nós... Não. Espere. Escute o que ele está dizendo. Eu deveria saber que ele não nos deixaria com este mal-entendido. “Quando nós tivermos necessidade, nós iremos até lá, cheiraremos aquilo, nos sentiremos mal e lidaremos com aquilo o melhor que pudermos."
O que eu disse a ele depois do culto:
“A pilha de compostagem é uma analogia tão boa; e, sabe, você pode até mesmo levar esta analogia mais longe. Obrigada, te vejo mais tarde.“
Ele sorriu:
“Eu me pergunto o que ela quer dizer.”
compostagem.jpg (9K) - compostagem
O que eu quis dizer:
Eu nunca fiz compostagem, mas eu entendo que periodicamente você precisa deixar seus caminhos agradáveis e visitar a pilha de compostagem. Você precisa trazer sua pá ou forcado e dar uma revirada no material de compostagem. Em outras palavras, ocasionalmente nós precisamos revisitar as causas de tensão e raiva que estão entre nós, e liberar e difundir o calor que está se acumulando na pilha. Sim, nós gastamos a maior parte de nosso tempo na agradável campina que representa o bem que predomina no nosso relacionamento, mas às vezes nós temos que falar sobre coisas duras, ou às vezes um de nós precisa confrontar o outro sobre algo que é difícil. Às vezes nós realmente temos que ir até lá, cheirar aquilo, nos sentirmos mal e lidar com aquilo o melhor nós pudermos.
E quando nós fizermos essa escavação e remexida, nossas mãos estarão sujas e nossas costas doerão. Mas depois que serviço estiver terminado, se tivermos remexido bem, nossas dores serão as dores satisfatórias de um trabalho bem feito.
Nós não queremos viver lá, mas o monte de compostagem existe, e nós precisamos cavar profundamente às vezes. Isto pode envolver remexer algum material fétido, podre, que nós preferíamos não ver ou cheirar. Mas se nós não remexermos, teremos somente uma pilha de esterco, não adubo. Nós não queremos acampar por ali, mas precisamos ir até lá, às vezes.
Eu espero ouvir mais sobre esse tipo de visita e escavação quando ele fizer seu sermão sobre confrontação, porque confrontação é uma coisa que rápida, confusa e desordenadamente nos leva para a pilha de compostagem.”
Eu imagino que nunca será agradável remexer um monte de compostagem. Mas ajuda saber que, com o passar do tempo, com escavação e remexidas apropriadas, nosso fétido e apodrecido esterco se transforma em adubo. Sim, compostagem e fertilização são trabalhos duros, mas o campo inteiro do nosso relacionamento fica mais rico, mais verde e mais agradável por causa deles.


(1) Este é o sexto de uma série de 7 posts publicados no blog titus2talk todas as quartas feiras no período entre 10/01/07 a 07/03/07
 

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