sexta-feira, 16 de maio de 2014

Rei Meu - Post de Set/2011


Por esses outeiros, outrora passou um Rei
Com olhar cansado, pés empoeirados…
Não sei se eles sabem, como agora eu sei,
Que por esses outeiros outrora passou um Rei.

Andar humilde, falar tão doce,
Porto seguro, acontecesse o que fosse.
Não sei se além dele, se vê ou se viu
Um Rei que deu tudo e a todos serviu.
Procurei este Rei num palácio enorme
Mas lá só encontrei ânsias de morte…
Meu Rei estava a andar era por ruas de barro!
A todos servindo, sendo em tudo humilhado.

Não sei se eles sabem como agora eu sei,
Que por esses outeiros, outrora passou um Rei.
Num jumentinho montado, cada vez mais se reduz
Até que por nós, vai morrer numa cruz…

Não julguem por certo, por justo ou legal,
Mas um dia esta terra provou sangue Real…
Seus braços cansados, mãos e pés furados
Eram só esperança… Na Morte de Cruz…

Porém da morte, ele se libertou!
E muitos com ele ainda levou!
Pois a Justiça, a ele, justiça se fez!
E sobre tudo, o tornou Rei dos reis!

Agora, pois, saibam! Como também eu sei!
Que por esses outeiros, outrora passou um Rei!
Glauber Carvalho

Pela manhã - Sergio de Avillez
http://www.pelamanha.com/post/10684372503/rei-meu

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